Google não usará inteligência artificial como arma, mas seguirá trabalhando com militares

O Google tem sido bastante criticado por manter um contrato com o Pentágono no projeto Maven. O acordo prevê o uso de inteligência artificial para analisar imagens capturadas por drones militares e foi alvo de uma petição de funcionários que pediam a saída do “negócio de guerra”.
Pensando nisso, a empresa decidiu apresentar um documento com sete princípios que deverão nortear o uso da inteligência artificial em seus projetos daqui para frente. O texto proíbe o uso da tecnologia para o desenvolvimento de armas, mas mantém aberta a possibilidade de trabalhar com militares.
Para firmar esse compromisso, vários representantes do Google se pronunciaram. O CEO Sundar Pichai disse no blog da empresa que sabe da responsabilidade de fazer o uso correto da tecnologia. “Usamos inteligência artificial para tornar os produtos mais úteis”, afirmou. “Reconhecemos que uma tecnologia tão poderosa levanta questões igualmente poderosas sobre seu uso”.
Em outro post, a CEO do Google Cloud, Diane Green, confirmou que o contrato com os Estados Unidos com a sua divisão não seria renovado. No entanto, ela admitiu a possibilidade de seguir trabalhando com o governo em outras áreas, como segurança cibernética, ferramentas de produtividade, assistência médica e outras iniciativas na nuvem.
“Embora isso signifique que não buscaremos certos tipos de contratos, queremos garantir que ainda estamos fazendo tudo que pudemos dentro de nossas diretrizes para apoios nosso governo, os militares e nossos veteranos”, afirmou.
Ao detalhar cada item, o Google evitou impor regras muito específicas e deixou espaço para interpretação com uso de termos como “apropriado”.
Fonte: Tecnoblog
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