Google Play proíbe apps de deepfakes no Android e “golpe” da assinatura

O Google divulgou nesta quinta-feira (16) duas novas regras para aplicativos de Android na Play Store: eles não poderão esconder detalhes da assinatura, caso façam cobranças dessa forma; e não poderão gerar deepfakes enganosos. Além disso, já está valendo a exigência de pedir autorização ao usuário para acessar a localização em segundo plano.
O golpe da assinatura ganhou um nome específico: fleeceware. Trata-se de aplicativos que oferecem um período de teste grátis, mas sem deixar claro que farão cobranças depois. Segundo a empresa de cibersegurança Sophos, esse tipo de app foi baixado da Play Store mais de 600 milhões de vezes.
Por isso, o Google exige que os apps sejam explícitos sobre as condições da assinatura, como o custo e a frequência de cobrança (semanal, mensal etc.). E se houver um período de teste grátis, o usuário deve ser informado sobre a duração, sobre o que está incluso nessa oferta, e sobre os valores que serão cobrados depois.
Além disso, os apps devem divulgar de forma clara como o usuário pode cancelar e/ou gerenciar a assinatura. Essa política entra em vigor no dia 16 de junho de 2020. A Apple vem fazendo exigências semelhantes no iOS desde o ano passado.
O Google também está tomando algumas medidas para ser mais transparente sobre assinaturas. O carrinho de compras deixará mais claro quando se tratar de uma cobrança recorrente; e um e-mail de lembrete será enviado antes de a avaliação gratuita acabar.
Quem fizer uma assinatura trimestral, semestral ou anual receberá um aviso antes da renovação. E ao desinstalar o app, o usuário será alertado que isso não cancela a assinatura — é necessário ir até as configurações.
Fonte: Tecnoblog
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