Google processa Match e pode remover Tinder da Play Store

A partir de uma acusação baseada em “negócios de má fé e quebra de contrato”, o Google decidiu dar início a um processo contra a Match Group, publisher da rede social Tinder. Essas farpas começaram em maio, quando uma ação judicial surgiu da dona de apps de encontro contra a casa do YouTube sobre políticas de faturamento monopolista. Ou seja, parece que agora é o momento da vingança.
Na segunda-feira (11), o Google deu entrada no processo, afirmando que a Match Group não quer pagar nada ao usar a Play Store. Lembrando que a dona da loja cobra uma taxa de 15% no primeiro US$ 1 milhão em receita anual de aplicativos por desenvolvedores dos EUA.
Segundo a ação, essa recusa “coloca o grupo em uma posição vantajosa em relação a outros desenvolvedores de aplicativos que honram seus acordos e compensam o Google de boa fé pelos benefícios que recebem”.
Mas não é só isso, há uma requisição que daria a permissão da companhia de remover permanentemente o aplicativo do Tinder da Play Store. Essa mudança afetaria mais de 75 milhões de pessoas, número de usuários ativos na plataforma no começo de 2022, segundo o Businessofapps.
Curiosamente, essa não é a primeira vez que problemas de relacionamentos entre companhias de apps e detentoras digitais vêm à tona. Em 2021, por exemplo, ambos os donos da App Store e da Play Store se esforçaram para barrar um projeto que combatia taxas em lojas de aplicativos.
A própria Match Group, ao lado da Epic Games, criticou em alto e bom som as taxas da App Store em 2020, o que acabou afetando outras marcas.
Fonte: Tecnoblog
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