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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Grupo queima obra original de Picasso para “eternizá-la” como NFT

Grupo queima obra original de Picasso para "eternizá-la" como NFT

Na última quinta-feira (15), o grupo Unique One divulgou algo ultrajante para uns e genial para outros: eles adquiriram um rascunho original de Pablo Picasso, de 1964, e queimaram a obra. Foram criados então dois tokens não fungíveis, ou NFTs, um representando a peça original, e outro os seus restos.

O coletivo artístico disse no site oficial do projeto nomeado “The Burned Picasso” que seu objetivo era “eternizar no blockchain” o rascunho original do famoso artista. Conhecida como “Fumeur V”, a obra foi comprada pelo grupo em abril de 2021 em um leilão na Christie’s por cerca de US$ 20 mil.

A ideia inicial era criar apenas um NFT correspondente à peça original, mas o coletivo Unique One afirmou que algo surpreendente acontece no processo de destruição da obra. Os restos queimados do rascunho mantiveram o desenho de Picasso, o que levou à criação de um token não fungível adicional.

Os “The Burned Picasso 1” e “The Burned Picasso 2”, representando a versão original e a queimada respectivamente, estão registrados no Unique One Art Marketplace. A segunda peça já está a leilão sob o preço inicial de 0,25 ether (ETH), o equivalente a cerca de US$ 450. O token permanecerá disponível por mais dez dias e ainda não há nenhum lance. Já o NFT da obra original ainda não está à venda.

NFT "The Burned Picasso", edição 2 (Imagem: Reprodução/ Unique One Art Marketplace)
NFT “The Burned Picasso”, edição 2 (Imagem: Reprodução/ Unique One Art Marketplace)

“A ideia é preservar a peça transformando-a em algo imutável e transferindo o valor do mundo real para o NFT”, disse o curador de arte da Unique One Network, Pandu Sastrowardoyo. Em uma entrevista à Knew Amsterdam Radio, o porta-voz do coletivo artístico também falou sobre o simbolismo de se queimar algo e como isso é associado à censura.

O apresentador do programa Flobo Boyce questionou Sastrowardoyo: “Por que queimar? Por que fazer uma coisa que está basicamente ligada à censura quando se trata de destruir a arte e partes da cultura?”

Fonte: Tecnoblog

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