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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Hacker usa IA para invadir sozinho nove agências federais do México

Hacker usa IA para invadir sozinho nove agências federais do México

Entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, o México foi alvo de grande ofensiva cibernética. Sozinho, um único operador conseguiu comprometer nove agências federais, roubando cerca de 150 GB de dados e expondo milhões de registros de cidadãos.

O caso, detalhado pela empresa de cibersegurança Gambit Security, é um dos primeiros confirmados de espionagem cibernética em escala estatal assistida por inteligência artificial generativa. O ataque não utilizou a IA apenas como um assistente. Conforme reportado pelo Cyber Security News, as ferramentas foram integradas ao fluxo da invasão.

O Claude Code, da Anthropic, e o GPT-4.1, da OpenAI, foram usados para automatizar processos, permitindo que um indivíduo operasse com a mesma velocidade de um grupo hacker profissional.

A inteligência artificial atuou como um multiplicador de força, eliminando tarefas repetitivas e de análise. Segundo dados forenses publicados pela Gambit Security, o Claude Code foi uma espécie de “braço direito” da operação, sendo responsável pela geração e execução de aproximadamente 75% dos comandos remotos durante a invasão. Ao todo, foram registrados 1.088 prompts que resultaram em 5.317 comandos executados diretamente pela IA.

Já o GPT-4.1 foi escalado para a triagem massiva de dados. O site TechStory revela que o invasor desenvolveu um script personalizado em Python que enviava dados brutos dos servidores invadidos para a API da OpenAI, que processava as informações e devolvia análises estruturadas.

Essa automação permitiu mapear 305 servidores e produzir 2.597 relatórios de inteligência em tempo recorde. Na prática, redes desconhecidas foram totalmente exploradas em questão de horas — um processo que, em condições normais, levaria dias ou semanas de trabalho manual. De acordo com o portal Dexerto, isso permitiu que o operador identificasse e roubasse dados sensíveis antes que os sistemas de defesa tradicionais notassem qualquer anomalia no tráfego.

Fonte: Tecnoblog

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