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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Hackers recorrem aos LLMs para criar golpes mais convincentes

Hackers recorrem aos LLMs para criar golpes mais convincentes

Pesquisadores da Unit 42, divisão de inteligência em ameaças da Palo Alto Networks, identificaram uma evolução crítica nos ataques de engenharia social: o uso de modelos de linguagem em grande escala (LLMs) para criar páginas de phishing que montam o código malicioso no navegador da vítima em tempo real.

O método permite que uma página aparentemente inofensiva se transforme em uma interface de roubo de credenciais personalizada. Ao utilizar domínios confiáveis de gigantes da tecnologia para entregar o conteúdo malicioso, os golpistas conseguem escapar até de ferramentas de análise de rede.

Em um cenário comum, o usuário clica em um link que o leva a um site hospedado em um domínio suspeito com código malicioso. Na nova abordagem, a vítima visita uma URL que não possui nada malicioso visível. Uma vez que a página é carregada, ela executa scripts que fazem solicitações de API para serviços de IA legítimos e populares.

Utilizando técnicas de engenharia de prompt, os cibercriminosos conseguem enganar os filtros de segurança dos LLMs para retornarem trechos de código JavaScript. Esse código é então montado e executado instantaneamente no navegador do usuário, criando a página de phishing.

A abordagem garante vantagens aos criminosos. Primeiro, cada vítima recebe uma versão diferente do script, impedindo a detecção por assinaturas digitais. Além disso, o tráfego de rede parece legítimo, já que os dados são trocados com infraestruturas de IA (como as do Google ou OpenAI) que raramente são bloqueadas em redes corporativas.

Segundo, o conteúdo pode ser adaptado com base na localização ou endereço de e-mail da vítima, tornando o golpe muito mais convincente.

Fonte: Tecnoblog

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