Huawei vende marca de celulares Honor em meio a sanções dos EUA

Depois dos rumores, a confirmação: nesta terça-feira (17), a Huawei Technologies vendeu a Honor, divisão dedicada a celulares de custo médio para baixo. O comprador é um consórcio formado por cerca de 40 empresas chinesas. Trata-se de um movimento que visa salvar a marca das sanções comerciais que os Estados Unidos direcionam à Huawei.
A Honor é pouco conhecida no Brasil, mas tem presença expressiva na China, sudeste da Ásia e parte da Europa. Estima-se que, somente no segundo trimestre de 2020, a marca tenha comercializado 14,6 milhões de celulares. Todos são voltados ao público jovem e a consumidores com orçamento restrito.
Para uma marca que surgiu em 2013, a Honor tem desempenho notável, tanto que a venda parece não ter lógica. Mas tem. As sanções enfrentadas pela Huawei impendem a companhia de obter componentes em número suficiente para dar conta de sua produção. Diante dessas circunstâncias, vender a Honor é a melhor forma de preservar a divisão e evitar que fornecedores sejam prejudicados indiretamente pelas restrições.
Não que a Huawei esteja desistindo de celulares. Mas, frente a tantas restrições, a companhia deverá priorizar apenas smartphones de alto desempenho a partir de 2021.
Quando a venda for concluída, a Huawei não terá mais nenhum vínculo com a Honor. Além da marca em si, o negócio inclui o centro de pesquisa e desenvolvimento da divisão, o controle da cadeia de suprimentos e a transferência de aproximadamente 7 mil funcionários.
O consórcio comprador é formado principalmente por distribuidores e fornecedores que já trabalham com a Honor. Alguns dos participantes são empresas apoiadas pelo governo de Shenzhen, cidade situada no sudeste da China.
Fonte: Tecnoblog
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