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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

HyperloopTT tenta convencer Brasil a instalar trem de 1.000 km/h

HyperloopTT tenta convencer Brasil a instalar trem de 1.000 km/h

A Hyperloop Transportation Technologies está na corrida para lançar sistemas comerciais de trens que viajam a velocidades altíssimas por levitação magnética, baseados em um conceito desenvolvido por Elon Musk. A empresa tem um projeto em andamento nos Emirados Árabes Unidos, e seus planos para o futuro envolvem o Brasil, incluindo uma possível linha que faria a rota São Paulo – Rio de Janeiro em 25 minutos.

“O Brasil deve figurar na segunda leva de investimentos, prevista para daqui a cinco anos”, estima Dirk Ahlborn, fundador e CEO da HyperloopTT, à Exame. Ele vem conversando com a iniciativa privada, especialmente empresas de infraestrutura e concessionárias de rodovias, para viabilizar um projeto no país.

No entanto, as conversas com o poder público não vão para a frente. Em 2018, a HyperloopTT anunciou que teria um centro de pesquisa em Contagem (MG) por meio de uma parceria público-privada. No ano seguinte, o projeto foi cancelado porque o governo mineiro não liberou uma verba de R$ 13 milhões, equivalente a metade do custo total.

Na época, circulavam rumores de que o centro de P&D seria instalado em São Paulo, mas o CEO da HyperloopTT menciona dificuldades em negociar com o governo paulista. A empresa também tenta convencer Curitiba, dizendo que a capital paranaense “tem vocação para este tipo de inovação”.

O Hyperloop é composto por tubos despressurizados pelos quais viajam vagões chamados “pods” através de levitação magnética, atingindo velocidades de até 1.200 km/h. Os pods, que comportam de 20 a 30 passageiros, são feitos com uma estrutura de fibra de carbono chamada de “vibranium”.

Ricardo Penzin, diretor da HyperloopTT na América Latina, afirma que uma viagem do Rio a São Paulo seria feita em até 25 minutos, já levando em conta as irregularidades do terreno. Enquanto isso, a rota São Paulo – Campinas levaria seis minutos; esse trajeto mais curto seria mais fácil de sair do papel.

Fonte: Tecnoblog

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