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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

IA finge que é humana e consegue derrubar os captchas do Google

IA finge que é humana e consegue derrubar os captchas do Google
Inteligência artificial
IA nem sempre acerta na primeira tentativa, mas desempenho é comparável ao de humanos (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Cientistas da universidade ETH Zurich, na Suíca, treinaram uma inteligência artificial para que ela conseguisse resolver os captchas do Google, que existem para determinar se quem está tentando acessar um serviço é realmente de carne e osso. Ela não chegou a demonstrar 100% de precisão na hora de resolver os desafios, mas foi capaz de superar as barreiras com as mesmas taxas de sucesso que pessoas reais.

O estudo usou o Recaptcha v2, do Google. Você já deve ter passado por ele: o teste pede para o usuário identificar semáforos, faixas de pedestre, pontes e outros itens da paisagem urbana.

Captcha com nove fotos de paisagens urbanas. Usuário deve clicar naquelas que têm carros.
Modelo treinado por pesquisadores de universidade suíça aprendeu a identificar objetos (Imagem: Reprodução / Google Cloud)

Para responder às questões, os pesquisadores treinaram um modelo de processamento de imagens chamado Yolo (sigla para “you only live once”, ou “você só vive uma vez”). O treinamento usou 14 mil fotos de ruas devidamente etiquetadas. Também é importante notar que o modelo não funciona sozinho, precisando de intervenção humana para operar.

Pouco tempo depois, o Yolo conseguia reconhecer os objetos tão bem quanto um humano. Ao cometer algum erro pequeno, o Recaptcha v2 liberava mais um puzzle. Assim, com mais de uma tentativa, a IA sempre conseguia convencer o sistema de que era uma pessoa real.

Não é a primeira vez que um sistema computadorizado consegue se sair bem na hora de resolver captchas. Há dez anos, este mesmo Tecnoblog noticiava que um software dava a resposta certa em 90% das tentativas, e existiam até serviços que empregavam humanos para passar pelos testes.

Especialistas consultados pela reportagem do Decrypt consideram que as máquinas estão cada vez melhores em resolver estes desafios. Chegará um momento em que eles não serão mais suficientes para determinar se tem um humano por trás daquele acesso.

Fonte: Tecnoblog

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