IA não consegue fazer mais do que 30% do trabalho humano, diz estudo


Uma nova pesquisa revelou que agentes de inteligência artificial ainda não conseguem realizar o trabalho de profissionais humanos como consultores de gestão, analistas de investimentos e advogados corporativos. Os modelos disponíveis atualmente não acertam mais do que 30% das tarefas.
O estudo foi realizado pela empresa de recrutamento de profissionais e treinamento de dados Mercor. Seu trabalho resultou em um novo benchmark, chamado AI Productivity Index for Agents, ou APEX-Agents, para simplificar.
Nos testes envolvendo o trabalho de um analista de investimentos, o melhor resultado foi do GPT-5.2, da OpenAI, com 27,3% de acerto. Esse modelo também lidera o ranking de consultoria de gestão, com 22,7% de respostas corretas. E nos testes com tarefas de advogados, o Gemini 3 Flash, do Google, fica no topo, com 25,9%.

Uma das diferenças do APEX-Agents para outros benchmarks é que o teste envolve prompts enviados por profissionais de verdade — e, em grande parte dos casos, os agentes de IA estão trazendo respostas erradas, ou mesmo não trazendo nenhuma resposta.
“Uma das grandes mudanças desse benchmark é que nós construímos um ambiente completo, modelado de acordo com serviços profissionais”, explica Brendan Foody, CEO da Mercor e um dos responsáveis pelo estudo.
Essa escolha torna as tarefas muito mais complexas do que as de outros testes, e é aí que mora o problema: os agentes tropeçam na hora de reunir informações que estão espalhadas em diferentes domínios. “Nós trabalhamos sem que alguém nos dê todo o contexto em um único lugar. Na vida real, você opera com o Slack, o Google Drive e todas essas ferramentas”, explica Foody.
Fonte: Tecnoblog
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