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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Instagram permitiu anúncios de material de abuso infantil, diz investigação

Instagram permitiu anúncios de material de abuso infantil, diz investigação

O Instagram permitiu a veiculação de anúncios pagos de material de abuso sexual infantil na Índia, de acordo com uma investigação da BBC. As peças publicitárias levavam a canais do Telegram, que vendiam vídeos a 99 rúpias (cerca de R$ 5,40, em conversão direta).

A reportagem da BBC usou as ferramentas de reportar propagandas da própria plataforma, mas recebeu uma resposta de que as publicações não violavam os termos da comunidade. Quando a equipe procurou a assessoria de imprensa da Meta, a empresa disse ter removido os anúncios e suspendido as contas envolvidas.

Imagem mostra um smartphone Android com o app Telegram aberto. O celular é segurado em uma mão. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Vendas aconteciam em canais do Telegram (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A equipe da BBC diz ter feito uma nova conta no Instagram para investigar se a rede social promovia conteúdo sexualmente sugestivo, após notar que publicações desse tipo eram recomendadas mesmo quando o usuário não tinha procurado nada do tipo. Entre os posts, estavam mulheres com pouca roupa, fazendo insinuações sexuais enquanto falavam de comida, tempo e vida cotidiana na Índia.

A conta criada pelo canal britânico seguiu dez perfis desse tipo. Em menos de uma semana, surgiram anúncios contendo mulheres oferecendo videochamadas e casais nus fazendo sexo. Dias depois, começaram a aparecer propagandas de crianças com adultos em situações sexualmente sugestivas, com links para canais do Telegram.

A BBC diz ter reportado um dos anúncios pela ferramenta do próprio Instagram. Depois de 24 horas, recebeu uma resposta de que o anúncio não seria removido porque o time de revisão concluiu que a peça não violava os padrões da comunidade.

A reportagem também denunciou dois canais do Telegram usando os meios fornecidos pelo próprio aplicativo de mensagens. Um deles foi derrubado, mas outro continuou publicando vídeos de abuso infantil para venda.

Fonte: Tecnoblog

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