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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Institutos do Brasil e Europa assinam acordo para desenvolver RISC-V

Institutos do Brasil e Europa assinam acordo para desenvolver RISC-V

O Instituto Eldorado, com sede em Campinas (SP), e o Barcelona Supercomputing Center (BSC), da Espanha, serão parceiros em um projeto para desenvolver uma unidade de aceleração para multiplicação de matrizes integrada a um processador RISC-V.

O desenvolvimento do componente visa impulsionar os limites da computação de alto desempenho (HPC, na sigla em inglês) e inteligência artificial. A multiplicação de matrizes é essencial nestes campos.

Placa com os dizeres "O futuro com RISC-V não tem limite" no RISC-V Summit 2021 (imagem: Twitter/RISC-V)
Arquitetura é aposta de empresas para competir com Arm (imagem: Twitter / RISC-V)

O documento firmado entre o Eldorado e o BSC conta com apoio de pesquisadores da Unicamp e está alinhado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A iniciativa faz parte do Programa Prioritário de Interesse Nacional PPI-Softex.

Em fevereiro, o Brasil se tornou membro premier da aliança RISC-V International, que tem Google, IBM e Qualcomm como membros fundadores e também conta com a participação de Intel, AMD, Samsung, Nvidia, Meta, Microsoft e muitas outras empresas. Sediada na Suíça, a organização sem fins lucrativos é responsável pela neutralidade do desenvolvimento da arquitetura.

A RISC-V é uma arquitetura de processador do tipo RISC, que usa conjunto de instruções simples nas tarefas, o que resulta em maior eficiência energética. A arquitetura RISC mais importante é atualmente a Arm, de propriedade da Arm Ltd. Ela é usada por muitos dos chips de smartphone, além de estar presente em vestíveis, sistemas embarcados e grandes servidores.

Qualcomm Snapdragon 8 Gen 2, um chip Arm de 64 bits (Imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Qualcomm usa arquitetura Arm na linha de chips Snapdragon (Imagem: Giovanni Santa Rosa / Tecnoblog)

A RISC-V (pronuncia-se “risk five”) não é uma arquitetura proprietária, mas sim de código aberto, iniciada em 2010, na Universidade da Califórnia, Berkley (Estados Unidos). Assim como a Arm, ela é versátil, e pode ser usada de microcontroladores até supercomputadores. No entanto, por ser de código aberto, não depende de licenciamento.

Fonte: Tecnoblog

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