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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Intel, AMD e Arm se unem para criar padrão de chiplets — mas o que é isso?

Intel, AMD e Arm se unem para criar padrão de chiplets — mas o que é isso?

Intel, AMD e Arm unindo forças? Essa cena improvável acaba de se tornar realidade: as três companhias, ao lado de tantas outras, se juntaram para desenvolver o Universal Chiplet Interconnect Express (UCIe), padrão aberto para a criação de chiplets. Mas o que diabos é isso e por que esse conceito é tão importante?

Talvez você já tenha usado chiplets e nem sabe. O conceito está presente em processadores AMD Ryzen, por exemplo. A tendência é a de que a ideia seja amplamente adotada pela indústria de semicondutores nos próximos anos, tanto que a necessidade de padronização logo ficou evidente.

Frequentemente, pensamos em um processador como um componente monolítico, ou seja, que tem uma estrutura definida dentro de um único encapsulamento. Esse pensamento não está incorreto, mas pode ser limitado para os padrões atuais, que admitem que um processador seja formado por mais de um módulo, por assim dizer, dentro do mesmo chip.

Pois bem, um chiplet é o nome que se dá a cada um desses módulos. Pode-se ter chiplets para os núcleos de CPU e outros para os núcleos de GPU, por exemplo. É como se vários chips menores — os chiplets — fossem reunidos para forçar um chip maior.

Essa abordagem tem numerosas vantagens. Uma é a redução do desperdício. Em um projeto monolítico, pequenos defeitos durante a fabricação podem fazer o chip ser descartado; em um chip com chiplets, somente o módulo defeituoso teria que ser desprezado, não a unidade toda.

Outra vantagem, talvez a mais relevante, está na maior facilidade de tecnologias diferentes serem combinadas em um único chip. Prova disso está na proposta que a Intel está desenvolvendo para permitir que clientes que precisam de chips feitos sob medida combinem, em uma única unidade, núcleos x86 com núcleos Arm e/ou RISC-V.

Fonte: Tecnoblog

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