Intel resolve um dos maiores gargalos da computação quântica

Era dezembro de 2019 quando a Intel divulgou os primeiros detalhes do chip de controle criogênico Horse Ridge. Espera-se que o projeto contribua para o desenvolvimento da computação quântica. Como? Nesta semana, a companhia revelou ter conseguido comprovar que o chip cumpre a promessa de atenuar um dos limitadores dos computadores quânticos: o gargalo de interconexão.
Na atual fase, chips quânticos precisam operar em temperaturas muito baixas, frequentemente, na casa dos 20 milikelvin, medida que equivale a -273 graus Celsius (zero absoluto). Para atingir níveis tão baixos de temperatura, esses chips são submetidos a câmaras de refrigeração criogênica.
Por outro lado, os complexos componentes eletrônicos que permitem a manipulação ou a leitura de estado dos qubits do chip pelos pesquisadores são operados em temperatura ambiente.
Além disso, a conexão desses componentes aos qubits deve ser feita por meio de um fio único para cada um deles, do contrário, haverá prejuízo ao desempenho e outros problemas.
Em tempo, qubit é uma simplificação de bit quântico. A computação tradicional tem como base o bit, que representa o valor 0 ou 1 no modelo simbólico criado para facilitar a nossa compreensão. Já um qubit pode assumir 0, 1 ou uma superposição de ambos os valores.
Essa lógica deve permitir aos computadores quânticos resolverem em minutos problemas de áreas como inteligência artificial que, de tão complexos, demandariam até anos para serem solucionados pela computação tradicional.
Fonte: Tecnoblog
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