Justiça decide: Google não precisa vender o Chrome

A Justiça dos Estados Unidos concluiu hoje um dos mais importantes julgamentos sobre tecnologia dos últimos anos. O Google, afinal, não precisa vender o navegador Chrome, apesar de a corte norte-americana ter concluído que o gigante da web pratica monopólio no mercado de buscas online.
O Departamento de Justiça dos EUA havia solicitado a dissolução da relação entre Google e Chrome. Várias empresas, inclusive a dona do Perplexity, fizeram propostas para levar o navegador. Mesmo assim, o juiz Amit Mehta determinou outros “remédios” para que a concorrência volte a acontecer normalmente. São eles:
O site norte-americano The Verge explica que, na sentença de 230 páginas, o juiz avaliou que não existem elementos suficientes para concluir que a separação entre Google e Chrome levaria à maior competição no mercado de buscas. Mehta disse que o desinvestimento seria “bagunçado e de alto risco” pois o Chrome não opera como um negócio separado. Além disso, o navegador depende da infraestrutura da empresa-mãe.
Segundo o juiz, impedir o Google de pagar pelo posicionamento premium em produtos da Apple ou da Mozilla (como o Firefox) interromperia um repasse de recursos que poderia impactar negativamente as fabricantes de celulares e de navegadores. Na visão do magistrado, o Google provavelmente economizaria dinheiro e manteria a mesma base de usuários.
As ações do conglomerado Alphabet, dono do Google, sobem 1,67% neste momento, logo após a divulgação do resultado do processo judicial. Em tese, agora o Google poderia recorrer contra o entendimento de que é um monopólio. Conforme lembra o Verge, o assunto poderia chegar à Suprema Corte dos Estados Unidos.
Fonte: Tecnoblog
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