Leitor de código de barras ajudou a recuperar PCs na pane da CrowdStrike


O apagão digital causado pela falha na CrowdStrike exigiu que muitas organizações se virassem para recuperar seus sistemas. Uma delas é a unidade australiana da consultoria Grant Thornton. Por lá, um engenheiro teve a ideia de usar leitores de códigos de barra para restaurar centenas de computadores.
Rob Woltz, engenheiro de sistemas na Grant Thornton Austrália, sabia que os PCs e servidores da empresa estavam protegidos com a ferramenta de criptografia BitLocker, do próprio Windows. Apesar de ser um recurso de segurança, o BitLocker tornava mais difícil a recuperação das máquinas que apresentavam tela azul por causa da falha da CrowdStrike.
Para recuperar esses sistemas, o BitLocker exigia a inserção manual de uma chave composta por 48 caracteres em cada um dos computadores afetados. O problema é que a empresa tem centenas de PCs e pelo menos 100 servidores. Imagine o trabalho que daria digitar o código em cada uma dessas máquinas.
Mas Woltz lembrou que o Windows trata as informações oriundas de um leitor de código de barras como se estas viessem de um teclado. É quase como se o sistema operacional considerasse os dois tipos de dispositivos como sendo a mesma coisa.
Foi quando o engenheiro teve a ideia de transformar a chave de 48 caracteres de cada computador em um código de barras. Essa tarefa foi realizada rapidamente por meio de um script desenvolvido por sua equipe.
O script fez o código de barras com a chave do BitLocker de cada máquina e sua respectiva senha LAPS (senha de administrador local) serem exibidos na tela em um tamanho ideal para leitores de códigos de barra.
Fonte: Tecnoblog
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