LG vai encerrar produção de celulares e PCs em SP e deve demitir 700

Além dos celulares, a LG informou que vai encerrar a produção de PCs na fábrica de Taubaté, no interior de São Paulo. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região (Sindmetau), a companhia sul-coreana vai transferir a fabricação de notebooks e monitores para a unidade de Manaus (AM), o que pode levar à demissão de cerca de 700 funcionários. A decisão foi revelada após a fabricante desistir de sua divisão mobile.
O anúncio aconteceu durante uma reunião entre o Sindmetau e a fabricante sul-coreana, conversa prevista para acontecer desde a semana passada. Em nota, a entidade sindical informa que a decisão colocou em risco cerca de 700 dos quase 1.000 funcionários da unidade, sendo 400 do setor de celulares e 300 da linha de notebooks e monitores. Os 300 postos dedicados ao call center, porém, devem ser mantidos.
Segundo o sindicato, a empresa vai levar a produção para Manaus devido a incentivos fiscais. “A LG posicionou que é única e exclusivamente por conta dessa questão do ICMS”, afirmou o presidente do Sindmetau, Claudio Batista. “Por conta de não ter incentivos no estado de São Paulo, e em Manaus ter os incentivos”.
A companhia sul-coreana ainda informou ao sindicato que pode realocar funcionários do interior de São Paulo para a unidade da capital do estado do Amazonas. Mas a fabricante não informou a quantidade de pessoas que seriam transferidas. Outra possibilidade levantada pela LG durante a reunião se concentra nos estudos para reativar a produção da linha branca em Taubaté no futuro.
Mais três reuniões estão previstas para acontecer até sexta-feira (9). Por ora, o presidente do Sindmetau informa que a entidade está em negociação com a fabricante para tratar de assuntos como indenização, plano médico, participação de lucros e resultados (PLR) e qualificação profissional, entre outros.
Ao G1, a fabricante confirmou a transferência da produção de notebooks, monitores e computadores all in one para a unidade de Manaus. A LG também disse que “manterá a comercialização e a produção de outras linhas de negócios no Brasil, gerando empregos e investimentos, além de novas oportunidades ao mercado brasileiro” e que está em negociação com o sindicato da categoria.
Fonte: Tecnoblog
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