LibreOffice critica Euro-Office por ser “aliado” da Microsoft


A promessa era a de que o Euro-Office fosse lançado nesta terça-feira (09/06). Assim foi feito. Estamos falando de uma suíte de escritório de código-fonte aberto direcionada a organizações da Europa, mas disponível no mundo todo. Só que a estreia ocorre em meio a duras críticas feitas pela The Document Foundation (TDF), organização que mantém o LibreOffice.
Uma das propostas do Euro-Office é a de fortalecer a soberania digital europeia, de modo a tornar a região menos dependente de tecnologias oriundas de outros países, principalmente dos Estados Unidos.
A TDF não é contra esse objetivo. O que a entidade critica é a forma como o Euro-Office está sendo promovido, bem como a sua abordagem que não é, digamos, totalmente aberta (você já vai entender).
Sobre o primeiro aspecto, a crítica é direcionada aos anúncios que dão a entender que o Euro-Office é a primeira suíte de escritório de código aberto desenvolvida na Europa.
Em uma carta aberta, a TDF enfatiza que, na verdade, o primeiro pacote de escritório desenvolvido na região foi o OpenOffice.org, introduzido em 2001 com base no código-fonte do StarOffice. Depois veio o LibreOffice, lançado em 2010:
Essas são duas suítes de escritório genuinamente de código aberto, construídas a partir de código-fonte com origem na Europa. Elas não são um clone gratuito do Microsoft Office cuja origem do código é desconhecida, nem um produto que se renomeou por puro oportunismo para surfar na onda atual da soberania digital.
Fonte: Tecnoblog
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