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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Limite de linhas do Excel fez empresa suspeitar de fraude em compra de startup

Limite de linhas do Excel fez empresa suspeitar de fraude em compra de startup

Em 2021, o JP Morgan comprou a Frank, uma startup de crédito estudantil. Com o negócio, a expectativa era a de absorver uma base de 4,2 milhões de clientes. Mas a companhia afirma ter descoberto que esse número é falso, razão pela qual abriu um processo judicial. O detalhe mais surpreendente é o que levou a suposta fraude a ser descoberta: o limite de linhas em uma planilha do Excel.

Os Estados Unidos não têm um sistema de ensino superior gratuito. É por isso que o crédito estudantil é bastante difundido por lá. A Frank foi fundada em 2016 por Charlie Javice como uma fintech focada justamente em ajudar estudantes a obter financiamento.

Apoiada por grandes investidores e empresas de capital de risco, a Frank ganhou escala a ponto de chamar a atenção do JP Morgan, que comprou a startup em 2021 por US$ 175 milhões. Charlie Javice, que tinha 24 anos quando a Frank foi fundada, passou a ser tida como uma empreendedora visionária.

Agora, pulemos para este começo de 2023. De empresária de sucesso, Javice passou a ser vista com desconfiança. O JP Morgan acusa a fundadora da Frank de inventar uma planilha com mais de 4 milhões de clientes para fechar o negócio.

De acordo com o processo judicial que o JP Morgan abriu contra Javice, a Frank tinha menos de 300 mil clientes reais quando a sua aquisição foi anunciada.

Prédio do JP Morgan em Hong Kong (imagem: divulgação)
Prédio do JP Morgan em Hong Kong (imagem: divulgação)

Antes de fechar o negócio, o JP Morgan pediu a Javice provas de que a Frank tinha mais de 4 milhões de clientes. No início, a empresária teria se negado a fazer isso por causa das leis de privacidade. Diante da insistência do JP Morgan sobre as provas, mais tarde, Javice forneceu a lista com mais de 4 milhões de nomes.

Fonte: Tecnoblog

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