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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

LinkedIn fecha o cerco contra engajamento falso

LinkedIn fecha o cerco contra engajamento falso

Com a febre das ferramentas de inteligência artificial para criação de textos, imagens e vídeos, as redes sociais foram inundadas por conteúdo sintético para gerar engajamento. Com o LinkedIn não foi diferente, mas uma atualização discreta na documentação da rede social pode conter essa prática.

A nova política, identificada pelo portal Social Media Today, deve limitar o alcance e a visibilidade de comentários gerados por ferramentas de automação ou que façam parte de esquemas de interação forçada.

A medida é uma resposta direta às crescentes reclamações de usuários da rede profissional sobre a queda na qualidade das discussões na plataforma, que veem seus feeds cada vez mais poluídos por interações genéricas feitas por robôs — o já tão famoso “AI Slop” (ou lixo de IA) — e pelos chamados “pods de engajamento”, que buscam manipular o algoritmo.

Captura de tela te publicação na página de ajuda do LinkedIn, com treço marcado por uma caixa vermelha
Novo trecho cita uso de ferramentas de automação como motivo para shadowban (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

O LinkedIn consolidou a mudança e adicionou uma nova frase na página de ajuda sobre “Comentar publicações e responder a um comentário”. Agora, a última observação sobre o tema contém o trecho: “Se detectarmos a criação excessiva de comentários ou o uso de uma ferramenta de automação, poderemos limitar a visibilidade desses comentários”.

Na prática, a regra mira duas frentes problemáticas que podem minar a credibilidade da plataforma:

Por muito tempo, analistas e usuários especularam que as redes sociais não teriam real interesse em combater o engajamento falso, já que mais atividade, mesmo que artificial, ajudaria a turbinar os números exibidos a investidores.

Fonte: Tecnoblog

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