Linus Torvalds: encontrar bugs usando IA é o “novo normal” no Linux


A sétima e, provavelmente, última versão release candidate do Linux 7.2 foi anunciada no domingo (09/08). Isso significa que a próxima versão do kernel está prestes a ser lançada. Como sempre, as novidades incluirão correções no código. Mas muitas delas são oriundas de ferramentas de IA, como o próprio Linus Torvalds admitiu:
Eu não posso dizer que estou exatamente empolgado com o tamanho disso tudo, mas é o que é: o novo normal com muitas correções, muitas delas decorrentes da revisão feita por diversas ferramentas de IA.
E nada parece particularmente assustador em si — é só que há muita coisa aqui. A maior parte é bem pequena, embora tenhamos algumas modificações maiores (…).
O tom um tanto resignado da mensagem de Linus, postada na lista de discussão do projeto, tem uma razão para existir: a exemplo de tantos outros softwares, ferramentas de inteligência artificial vêm sendo usadas para identificar vulnerabilidades de segurança no kernel; o problema é que a quantidade de notificações a respeito tem sido exagerada.
Se por um lado essa dinâmica possibilita identificar falhas importantes que poderiam passar despercebidas ou demorar para serem descobertas, por outro, sobrecarrega os desenvolvedores do kernel com notificações sobre bugs pouco relevantes, em fila de correção ou até já solucionados.
Não por acaso, a versão atual do kernel, o Linux 7.1, foi lançada depois que os desenvolvedores conseguiram manejar o volume acentuado de notificações de brechas feitas por ferramentas de IA.
Fonte: Tecnoblog
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