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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Malware que finge digitar como humano é usado em ataques no Brasil

Malware que finge digitar como humano é usado em ataques no Brasil

Pesquisadores de cibersegurança identificaram um novo trojan bancário chamado Herodotus. Ele funciona no Android e tem uma peculiaridade: executa comandos de digitação de maneira pausada, para imitar o comportamento humano e driblar mecanismos de segurança.

Segundo a empresa de cibersegurança ThreatFabric, o Herodotus foi visto em campanhas ativas no Brasil e na Itália. Ele tem a capacidade de tomar o controle total do dispositivo, instalando outros apps e roubando informações como senhas de bancos e códigos de autenticação.

O Herodotus é um malware do tipo trojan (cavalo de Troia). Ele é distribuído por meio de phishing via SMS e técnicas de engenharia social, que induzem a vítima a baixar voluntariamente o app mal-intencionado. No Brasil, ele leva o alvo a crer que se trata de um app chamado “Módulo Segurança Stone”.

O malware chega ao celular disfarçado como um pacote do Google Chrome. Depois de instalado, ele usa recursos de acessibilidade do Android para tomar o controle do dispositivo.

Arte mostra a cabeça do mascote do Android, um robô verde, em um fundo verde-escuro. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
Ferramentas de acessibilidade do Android são exploradas pelo Herodotus (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Como explica a ThreatFabric, o Herodotus é capaz de criar telas falsas de login em apps financeiros, roubando logins e senhas do usuário. Ele também consegue exibir telas opacas para ocultar atividades maliciosas.

E não para por aí: o malware consegue interceptar tudo o que está na tela, o que permite que ele tenha acesso a códigos de autenticação em dois fatores e senhas de bloqueio, por exemplo. Ele também é capaz de alterar permissões do sistema para conseguir ainda mais poder sobre o dispositivo, como instalar outros apps remotamente.

Fonte: Tecnoblog

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