Mastercard vende dados e quer que clientes gastem mais, diz EFF

A organização Electronic Frontier Foundation (EFF), que atua na defesa de liberdades civis no mundo digital, publicou uma carta aberta à gigante dos cartões de crédito Mastercard fazendo um apelo para que ela pare com a suposta venda de dados de clientes. A empresa estaria usando informações para marketing superdirecionado.
Segundo o grupo, clientes confiam informações pessoais às empresas todos os dias. Entretanto, certas corporações usam os dados “para aumentar os seus lucros às custa da nossa privacidade”. A Mastercard rejeita as acusações, segundo a nota recebida pelo Tecnoblog que você verá mais abaixo.
Na carta aberta, a EFF diz: “Como defensores dos consumidores, apelamos à empresa para honrar a confiança que os donos de cartões depositam nela, comprometendo-se a parar de vender os dados”. O Grupo de Pesquisa de Interesse Público dos EUA (U.S. PIRG) declarou apoio ao manifesto.

Conforme documentos do grupo americano, a empresa de serviços financeiros tem acesso a informações da vida financeira de “milhões de pessoas”. Dessa forma, a estratégia de monetização a partir de dados econômicos teria ido “longe demais”.
A Mastercard estaria usando detalhes como local, data e horário de compras para criar ações de marketing superpersonalizadas. Ao encontrar um perfil de “grande gastador”, por exemplo, seriam realizados movimentos para incentivar a pessoa a gastar mais dinheiro com o cartão de crédito.
Para a EFF, essa estratégia fere a confiança das pessoas pois os clientes não esperam que os dados financeiros sejam usados contra eles. “Apelamos à empresa para que respeite a confiança e a privacidade dos titulares dos seus cartões e altere as suas práticas atuais em matéria de dados”, conclui a carta aberta.
Fonte: Tecnoblog
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