Mercado de celulares ilegais cai 7 pontos percentuais; Xiaomi lidera

A venda de celulares ilegais caiu no Brasil pelo segundo ano consecutivo, segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). Cerca de 4,5 milhões de celulares piratas foram vendidos até o fim de 2025, uma redução de 3,2 milhões em relação a 2024. A participação do mercado irregular recuou de 19% em 2024 para 12% em 2025, o menor índice desde 2020.
A Xiaomi continua sendo a marca número um em contrabando neste ano. Ela perdeu espaço para a Realme, segundo o vice-presidente Luiz Claudio Carneiro. Ambas adotam “o mesmo modelo de importações via Paraguai e, a partir de lá, o descaminho ou contrabando”. O Tecnoblog participou da entrevista coletiva realizada na manhã de hoje.
O motivo da queda, segundo Humberto Barbato, presidente da entidade, é a atuação coordenada da entidade com outras entidades, como Anatel, Senacon, Polícia Federal, Receita Federal, Legislativo e Sefaz-SP. Em junho de 2024, a Anatel ameaçou multar Amazon e Mercado Livre por permitirem anúncio de smartphones ilegais em suas plataformas. Segundo dados da agência, 51% dos celulares anunciados na Amazon e 43% dos vendidos pelo Mercado Livre não foram homologados.
Além disso, a Anatel avaliou bloquear completamente o acesso aos dois marketplaces, como uma medida para impedir que a comercialização acontecessem. O caso foi parar na Justiça, onde a agência reguladora sofreu alguns revezes.

A Polícia Federal e a Receita Federal também intensificaram ações contra a venda de celulares ilegais. Entre as operações conjuntas estão a Corisco Turbo, que teve como alvo grupo que lavou R$ 1,6 bilhão, e a Desabastecimento, que mirou associação criminosa que movimentou R$ 80 bilhões ao longo de três anos.
No código penal, uma das formas do crime de contrabando é a importação de mercadoria que depende de autorização de órgão público. Já o descaminho é o ato de não pagar os impostos devidos pela importação.
Fonte: Tecnoblog
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