Meta e empresa russa exploraram falha no Android para monitorar usuários

A Meta e a Yandex, empresa de tecnologia russa, exploraram uma falha no Android para monitorar usuários — mesmo quando eles acreditavam usar proteções. É o que afirma uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (03/06) por pesquisadores do Instituto IMDEA Networks, na Espanha, e da Universidade Radboud, na Holanda.
A prática explorava a interface “localhost”, tipo de conexão que permite que um dispositivo envie dados para ele mesmo, normalmente usada por desenvolvedores para testes. Neste caso, porém, ela teria sido adaptada para rastrear os dados de navegação dos usuários.
Bem, em linhas gerais, o que os pesquisadores dizem é o seguinte: a “falha” no Android ocorre porque o sistema permite que qualquer aplicativo com a permissão “Internet” abra um servidor local na interface de loopback, também chamado de localhost (endereço 127.0.0.1).
Embora esse recurso devesse ser restrito à comunicação interna entre componentes do próprio app, ele pode ser acessado por outros apps ou pelo navegador, sem exigir permissões extras ou consentimento do usuário.
O risco é maior porque o JavaScript executado em páginas da web também consegue se conectar ao localhost. Então, um app como o Facebook pode abrir um serviço local e o código JavaScript da própria Meta, carregado em qualquer site, acessa esse serviço para enviar dados do navegador — como cookies e fingerprints — diretamente ao app.

De acordo com os pesquisadores, o Facebook, Instagram e diversos apps da Yandex — que opera o principal buscador da Rússia — exploravam essa brecha monitorando portas específicas no Android, utilizando essa “janela” para rastrear usuários de forma cruzada entre web e apps.
Fonte: Tecnoblog
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