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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Microsoft demitiu toda a equipe de ética do setor de inteligência artificial

Microsoft demitiu toda a equipe de ética do setor de inteligência artificial

A Microsoft demitiu toda a equipe de ética da sua divisão de inteligência artificial. A equipe, que chegou a contar com 30 membros em seu auge, encerrou o seu período na empresa com apenas sete funcionários. O papel desse setor era “fiscalizar” se as políticas da Microsoft sobre IAs eram colocadas em prática.

A dissolução da equipe de ética e sociedade (nome em tradução literal) integra a demissão em massa anunciada pela Microsoft em janeiro. A previsão da criadora do Windows terminar o “passaralho” até o fim deste mês. Com esses cortes, a empresa mantém mais recursos para investir em inteligência artificial.

A demissão de toda a equipe de ética não quer dizer que a Microsoft permitirá que o Bing Chat “vire o Coringa”. O Escritório de IA Responsável (ORA, na sigla em inglês) continua criando as diretrizes sobre inteligência artificial. Porém, não terá mais um time dedicado em avaliar se as políticas de responsabilidade são aplicadas nas ferramentas de inteligência artificial.

Como apurou o Plataformer, havia pressão partindo de Kevin Scott, diretor de tecnologia da Microsoft, e Satya Nadella, CEO da big tech, para adotar rapidamente os modelos de IA da OpenAI e entregá-los aos consumidores — e basicamente assim nasceu o Bing Chat.

Na teoria, ao usar o GPT-4, a Microsoft utiliza um produto que já passou pelo crivo de uma equipe de ética para inteligência artificial.

Os membros da equipe dissolvida pela Microsoft seriam, a princípio, incorporados em outros setores. No áudio de um reunião, ao qual o Plataformer teve acesso, realizada no ano passado, um funcionário rebateu John Montgomery, vice-presidente de IA da empresa, pedindo que a ideia de encerrar a equipe fosse reconsiderada.

Fonte: Tecnoblog

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