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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Milhares de funcionários pedem que Google abandone “negócio de guerra”

Milhares de funcionários pedem que Google abandone "negócio de guerra"

Sundar Pichai, CEO do Google, foi pego de surpresa recentemente. Mais de três mil funcionários, de recém-chegados a engenheiros com anos de casa, assinaram uma carta (PDF) pedindo que a companhia deixe de colaborar com o Pentágono no projeto Maven e não participe de “negócio de guerra”. Soa nobre, mas o que eles querem dizer com isso?

Tudo começa mesmo pelo tal projeto Maven. Trata-se de um programa do Pentágono criado há mais de um ano para desenvolver tecnologias de visão computacional que, com base em inteligência artificial, possam melhorar a análise de imagens capturadas sobretudo por drones.

No mês passado, o Google confirmou que está contribuindo com a iniciativa, mais precisamente, dando acesso e suporte ao Pentágono para uso do TensorFlow, sua biblioteca de código aberto para aprendizagem de máquina.

Diane Greene, líder da área de computação nas nuvens do Google e integrante do conselho de administração da Alphabet, disse que a colaboração não visa a operação dos drones ou o lançamento de armas autônomas. O projeto Maven, de acordo com o Pentágono, tem como objetivo melhorar os sistemas de reconhecimento de imagens para identificar ameaças e prevenir a morte de pessoas inocentes em ataques.

Mas os funcionários não ficaram convencidos. Na carta, eles afirmam que a tecnologia está sendo desenvolvida para as forças armadas e que, quando entregue, poderá facilmente ser empregada em atividades diferentes.

Nem mesmo o fato de companhias como Amazon e Microsoft contribuírem há algum tempo com programas de defesa dos Estados Unidos tranquilizam os funcionários. Eles afirmam que isso não torna a participação do Google menos arriscada e mencionam o antigo lema “don’t be evil” (não seja mau) para lembrar o alcance que a companhia tem sobre bilhões de pessoas.

Fonte: Tecnoblog

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