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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Não vamos reduzir o preço do celular no Brasil, diz chefe da indústria

Não vamos reduzir o preço do celular no Brasil, diz chefe da indústria

A indústria de celulares não vai reduzir os preços cobrados dos consumidores, de acordo com o principal dirigente do setor. Ele disse em entrevista exclusiva ao Tecnoblog que as margens de lucro atuais “são muito apertadas” e que “não há abuso” nos valores praticados.

Humberto Barbato é presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), que tem entre seus associados empresas do porte de Apple, Motorola, Samsung e DL, a distribuidora oficial da Xiaomi no país.

Retrato de homem sorrindo
Humberto Barbato é presidente da Abinee (Foto: Divulgação/Abinee)

Barbato teve esta reação quando eu o perguntei sobre a luta da indústria contra os celulares piratas, que já representam cerca de 25% do mercado. Eles entram no território nacional de forma clandestina, não recolhem impostos e também não oferecem suporte técnico.

Sempre que publicamos sobre o tema, leitores respondem em tom crítico que os smartphones custam muito caro no país. Caberia uma autocrítica? “Negativo”, nas palavras dele.

O presidente da Abinee nos disse que a indústria gostaria de vender mais barato, mas que “lamentavelmente, a carga tributária no Brasil é absurda“. Ele aponta que a diferença de preço do produto oficial para o ofertado no mercado paralelo corresponde aos tributos.

O governo – em suas mais variadas formas – abocanha 37,5% do valor final de um smartphone de ponta, de acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). E nisso, estamos falando apenas da carga tributária direta, pois a indireta faria a bocada subir para 68,8%.

Fonte: Tecnoblog

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