Navegador propõe solução para intermináveis janelas de cookies


Um navegador europeu quer resolver o problema dos longos formulários de cookies ao acessar um site. O Aloha lançou na quarta-feira (4) a ferramenta de pré-selecionar no navegador as preferências de cookies do usuário. Com esse recurso, a empresa espera facilitar a maneira que seus consumidores selecionam como seus dados serão processados,
A ferramenta permite que os usuários selecionem diretamente no browser quais cookies aceitar e rejeitar. Assim, é possível rejeitar ou aceitar todos e ainda criar uma lista personalizadas de quais serão autorizados — o recurso permite também criar listas de preferências para sites específicos. Ao acessar uma página pela primeira vez, o browser automaticamente preenche os formulários.
No Brasil, tal qual ocorre nos países membros da União Europeia (UE), nós também precisamos definir quais cookies os sites usarão ou não. Porém, o Regulamento Geral de Proteção de Dados do bloco europeu exige que os sites forneçam opções mais detalhadas sobre o que o usuário permite ou não.

Ainda que as telas de autorizações de cookies sejam importantes para a privacidade, o tamanho dos formulários prejudica a experiência do usuário. Segundo uma pesquisa da Advance Metrics, quase 70% dos usuários europeus fecham ou ignoram completamente o pop-up de preferências de cookies. Assim, toda a proposta da GDPR, de fornecer ao cidadão a escolha sobre como seus dados serão processados, acaba falhando.
E ainda que não haja dados sobre o cenário no Brasil, você provavelmente já se incomodou com os pop-ups de preferências de cookies — uma opção que veio com o Marco Civil da Internet. No comunicado do recurso, o Aloha aponta que os sites tendem a esconder a função de rejeitar todos os cookies. A ferramenta do Aloha entrega praticidade por funcionar diretamente no navegador.
A empresa também convoca a indústria de browsers a adotar esse tipo de ferramenta. O Aloha, assim como Vivaldi e Brave, é um navegador usa a defesa da privacidade como slogan. O problema é que o público costuma se manter fiel a um navegador — ainda que os três citados ganharam mais usuários após mudanças no iOS e Android.
Fonte: Tecnoblog
Entre para comentar.