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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Netflix terá que fazer streaming de 20 canais estatais na Rússia

Netflix terá que fazer streaming de 20 canais estatais na Rússia

A Netflix está na mira do governo da Rússia. O órgão de fiscalização das comunicações no país, Roskomnadzor, incluiu a plataforma de streaming como um “serviço audiovisual” nesta semana, o que implica que a empresa deve incluir em seu catálogo o conteúdo de 20 canais de televisão estatais russos, entre eles o Channel One, um dos principais canais de televisão alinhados ao Kremlin.

Serviços de streaming com uma base de acessos diária acima de 100 mil usuários na Rússia, como Netflix, Amazon Prime e Disney+, foram incluídos pelo Roskomnadzor como “serviços audiovisuais. Protocolado em 2021, o registro obriga a transmissão de 20 canais estatais, e as plataformas não devem se limitar apenas a transmitir conteúdo da TV estatal, mas também estabelecer uma filial na Rússia.

A Netflix tem de obedecer às leis russas e evitar a transmissão do que o governo chama de “extremismo”. Críticos à medida do órgão de fiscalização dizem que ela foi feita para silenciar opositores do Kremlin.

Os canais que deverão ser transmitidos pela Netflix incluem o Channel One, um dos principais canais de propaganda do governo russo, a NTV, especializada em entretenimento, e o Spas, rede oficial da Igreja Ortodoxa. Em novembro, autoridades russas investigaram supostas queixas contra conteúdo LGBTQ+, o que acendeu um alerta para a atuação do governo Putin frente a companhias de tecnologia. Também no ano passado, o governo russo determinou que Google, Twitter e Facebook abrissem escritórios na Rússia, sob pena de suspensão de suas plataformas.

Mas outros serviços de vídeo sob demanda populares na Rússia alegam que a Netflix deve seguir essa diretriz do governo russo para se igualar a mais empresas do ramo. Na Rússia, quem detém os direitos de operação da plataforma de streaming é a Entertainment Online Service, uma subsidiária da National Media Group, que, por sua vez, é dona de parte do Channel One.

A discussão para fazer com que plataformas globais de streaming sejam obrigadas a fomentar conteúdo de países locais não é uma novidade. Pelo menos, não no Brasil.

Fonte: Tecnoblog

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