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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Novo golpe pode enganar até quem sabe navegar na web

Novo golpe pode enganar até quem sabe navegar na web

Digamos que o seu computador Apple está com problema e você decidiu pesquisar o SAC na web. Abre o Google, coloca as palavras-chave e clica no primeiro resultado – um anúncio. Ali está o site oficial da Apple, domínio correto, tudo bonitinho, com um número de chamada gratuita. Só tem um problema: o telefone em questão é falso, introduzido por golpistas que estão esperando a sua ligação.

Os especialistas em cibersegurança do Malwarebytes Labs revelaram essa nova técnica, que imediatamente ganhou a atenção de quem está acostumado com a web e toma todos os cuidados para se proteger. Mesmo assim, pessoas como você e eu estariam em risco caso mais fraudadores utilizassem o método.

Nós citamos a Apple no início deste texto, mas a mesma situação se repete com o Bank of America, Netflix, Microsoft ou HP.

Captura de tela do site de suporte da HP exibindo um aviso do plugin "Malwarebytes Browser Guard" no canto superior direito com a mensagem "Search Hijacking Detected". O alerta informa sobre alterações não autorizadas nos resultados de busca, sugerindo que um golpista pode estar tentando enganar o usuário ao sobrepor um número de telefone em um site confiável. Abaixo, aparece a frase "4 Results for Call on 1-877-351-5249 for 24/7..." em destaque, seguida de um botão "Sort & Filter" e imagens de produtos, incluindo um dispositivo eletrônico preto e um banner com ícone de fone de ouvido e o texto "Meet your on-call, personal IT expert".
Site oficial da HP com número de telefone falso (imagem: reprodução/Malwarebytes)

Um olhar ainda mais atento nos revela que os vigaristas manipulam a URL para exibir informações em campos interativos, como a busca integrada ao site oficial da empresa alvo da malandragem.

O laboratório de segurança digital aproveita a descoberta para promover o próprio antivírus, que tem a capacidade de detectar o que eles classificam como “sequestro da busca”.

Seria bem-vindo, no entanto, se o Google, Bing e outros sites de pesquisa na web adotassem mecanismos contra anúncios publicitários que exploram técnicas assim.

Fonte: Tecnoblog

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