Oi encerra recuperação judicial após venda da Oi Móvel e foco na fibra óptica

Foram longos seis anos, mas finalmente a Oi conseguiu sair da recuperação judicial. O juiz Fernando Viana, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, decretou o fim do processo e afirmou que todas as obrigações assumidas pela operadora no plano de reestruturação foram cumpridas.
Com dívidas que ultrapassaram R$ 65,9 bilhões e mais de 65 mil credores, o processo de recuperação judicial da Oi chegou a ser o maior da história do Brasil — o Grupo Odebrecht conquistou o pódio em 2019, com débitos de R$ 98 bilhões.
Com presença em 5.570 municípios brasileiros, a Oi é (ou era) a única operadora fixa com presença em diversas cidades do interior do país. Com redes adquiridas na privatização de teles estatais, uma possível falência da Oi causaria impactos em todo o Brasil — mesmo para clientes de outras companhias, que muitas vezes dependem da Oi para algum tipo de tráfego.
“Chega ao fim o mais impactante e relevante processo judicial do judiciário brasileiro, com capilaridade em em todo território nacional e nos diversos setores da sociedade civil, com reflexos não apenas na jurisdição brasileira, como também na jurisdição estrangeira.” Juiz Fernando Viana, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro
Apesar do fim da recuperação judicial, a Oi ainda possui dívidas. Em setembro, a operadora acumulava débitos de R$ 21,9 bilhões. Durante o plano de recuperação judicial, vários credores tiveram a dívida convertida em participação acionária.
A saída da recuperação judicial foi possível após a Oi colocar em prática seu plano de recuperação, aprovado em 2017. Desde então, a tele passou por mudanças estratégicas que ditaram o rumo da companhia.
Fonte: Tecnoblog
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