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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Oi firma acordo com fundo e rejeita Claro, TIM e Vivo

Oi firma acordo com fundo e rejeita Claro, TIM e Vivo

A proposta de Claro, TIM e Vivo pela Oi Móvel não foi a melhor: a Highline, empresa de infraestrutura controlada pelo fundo americano Colony Capital, apresentou uma oferta vinculante e fechou exclusividade nas negociações. Caso o negócio seja concretizado, os brasileiros continuarão com quatro operadoras móveis nacionais e os ativos não deverão ser fatiados.

Em fato relevante divulgado na última quarta-feira (22), a Oi cedeu exclusividade para a Highline negociar a UPI Ativos Móveis. Isso significa que a interessada tem o direito garantido de cobrir outras propostas recebidas no processo de compra, pelo menos até 3 de agosto.

O documento não divulga valores, mas a aceitação da Oi indica uma melhor proposta que a oferta vinculante oferecida por Claro, TIM e Vivo. Fontes do Telesíntese apontam que a Algar Telecom e o fundo de Cingapura também participam da operação conjunta.

Por outro lado, o Teletime apurou que a Algar está fora do negócio e afirma que a Highline quer comprar toda a infraestrutura da Oi, inclusive da rede fixa, para depois vender o espectro e clientes para outros grupos. Isso tornaria a companhia numa provedora de rede neutra.

A venda da unidade de telefonia móvel é importantíssima para a Oi, que encerraria o processo de recuperação judicial que se estende desde 2016. Capitalizada, a empresa colocaria em prática o plano estratégico com expansão da rede de fibra óptica. A Oi Móvel detém cerca de 16% de todas as linhas celulares no Brasil, com 36,6 milhões de clientes.

Ao divulgar a reestruturação, a Oi estabelece a venda do negócio móvel por pelo menos R$ 15 bilhões, salvo se a segunda melhor proposta tenha menor risco de execução com diferença no preço de até 5%. Uma possível venda para Claro, TIM e Vivo traria dificuldades para aprovações regulatórias por gerar concentração de mercado.

Fonte: Tecnoblog

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