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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

OMS lança primeiro relatório com orientações sobre ética em IA de saúde

OMS lança primeiro relatório com orientações sobre ética em IA de saúde

A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou, nesta semana, um relatório com diretrizes sobre ética no uso de inteligência artificial na área da saúde. O documento é fruto de um trabalho que levou dois anos em desenvolvimento, e foi feito por 20 especialistas. Segundo a OMS, a adoção de IA em processos relacionados à saúde tem o dever de ser segura, transparente e responsável.

De acordo com o relatório, há seis princípios que devem servir como base para governos, empresas e órgãos reguladores. São eles:

Tais princípios devem guiar profissionais nas mais diversas possibilidades de uso de inteligência artificial na área, como no desenvolvimento de aplicativos, tratamento de dados e na construção de ferramentas para prevenção, tratamento ou diagnósticos de doenças.

Para a OMS, a tecnologia não deve ser uma solução rápida para desafios na área da saúde — especialmente em países de média e baixa renda. A autoridade chegou a alertar sobre os riscos do uso de modelos de IA feitos em países desenvolvidos em regiões economicamente diferentes. Em casos extremos, o uso de inteligência artificial sem o devido cuidado pode causar danos à vida humana.

Durante a pandemia de COVID-19, houve exemplos claros de como o mau uso de tecnologia e IA pode resultar em processos prejudiciais ao bem-estar de uma sociedade. O governo de Cingapura admitiu que dados coletados para saúde foram “deslocados” para investigações criminais.

Além disso, diversos modelos de IA foram construídos pelo mundo, em países como Estados Unidos e na Europa, e com poucos dados fundamentados, colocados indevidamente em prática para detectar a infecção pelo Sars-CoV-2 — mostrando-se completamente inúteis tempos depois.

Fonte: Tecnoblog

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