OpenAI processa Elon Musk para ser deixada em paz

A novela “OpenAI versus Elon Musk” ganhou mais um capítulo. Os advogados da OpenAI apresentaram um documento a um tribunal dos Estados Unidos em que pedem que o empresário seja impedido de mover “novas ações ilegais e injustas, e ser responsabilizado pelos danos que já causou”.
Que supostos danos são estes? A OpenAI acusa Musk de fazer ataques contra ela por meio de declarações à imprensa e de campanhas maliciosas a partir da “plataforma de mídia social que ele controla”, isto é, o X (outrora, Twitter).
A oferta de US$ 97,4 bilhões que Elon Musk fez para comprar a OpenAI também foi considerada um ataque. Pelo menos é o que podemos entender da acusação de que o empresário fez uma “oferta fraudulenta pelos ativos da OpenAI”.
No centro de todo esse embate está um processo judicial que Elon Musk abriu contra a OpenAI e seu CEO, Sam Altman, em 2024. A ação visa reverter a estratégia da OpenAI de se tornar efetivamente uma empresa, isto é, uma entidade com fins lucrativos. Para Musk, o foco em lucro viola os termos do contrato que deu origem à organização.
O que o empresário tem a ver com isso? Bom, Elon Musk e Sam Altman fundaram a OpenAI em 2015 como uma organização sem fins lucrativos. Quando o ChatGPT fez a OpenAI se tornar o fenômeno que é hoje, Musk já estava fora da empreitada.
Apesar de não ter mais participação na OpenAI, Musk argumenta que a organização está abandonando o seu propósito original, razão pela qual quer impedir que ela se transforme em uma entidade com fins lucrativos.
Fonte: Tecnoblog
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