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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Operadora de celular desiste de negócio e devolve espectro para Anatel

Operadora de celular desiste de negócio e devolve espectro para Anatel

Em novembro de 2021, uma operadora entrante arrematou espectro para oferecer serviços móveis em todo o Brasil. O sonho de ter uma quarta operadora nacional acabou em dezembro de 2023: a Winity renunciou à licença e decidiu devolver a frequência para a Anatel.

A Winity não seria uma operadora como Claro, TIM e Vivo. Com objetivo de atuar no mercado de atacado — ou seja, atender outras operadoras e não o consumidor final —, a entrante arrematou o último bloco de 700 MHz ainda disponível no Brasil pela bagatela de R$ 1,42 bilhão. Era uma cifra bem alta, com ágio de 805,8% em relação ao preço mínimo estipulado pela Anatel.

Um dos compromissos estabelecidos do bloco arrematado pela Winity era construir cobertura 4G em mais de 55 mil km de rodovias federais, além de atender diversas localidades não atendidas por serviços de quarta geração.

Apesar de ter desistido de ser uma operadora de celular, a Winity continua existindo como fornecedor de infraestrutura para outras operadoras. A empresa firmou, em dezembro, um contrato para prover cobertura 4G, 5G e Wi-Fi nas linhas 1, 2 e 3 do metrô de São Paulo.

Em agosto de 2022, a Winity celebrou um contrato com a Vivo para alugar parte do espectro de 700 MHz. Esse acordo recebeu anuência da Anatel, porém com condicionantes.

Um dos “remédios” decisivos para a renúncia da licença foi a proibição da Vivo em fazer RAN Sharing (compartilhamento de rede) nas frequências de 2,3 GHz e 3,5 GHz em municípios com menos de 100 mil habitantes até 2030.

Fonte: Tecnoblog

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