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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Operadoras virtuais são piores que as tradicionais, revela estudo

Operadoras virtuais são piores que as tradicionais, revela estudo

As operadoras virtuais (também chamadas de MVNOs, na sigla em inglês) têm crescido no mundo. Aqui no Brasil, é possível contratar o serviço da atriz Larissa Manoela ou do Flamengo, apenas para citar dois casos notáveis. No entanto, os consumidores dessa modalidade de telecomunicação podem enfrentar redes mais lentas e menos confiáveis.

É o que mostra um estudo feito pela empresa Opensignal, especializada em mensuração de dados de telefonia, e divulgado nesta semana. Os clientes de operadoras virtuais obtêm velocidade média de 32,1 Mb/s, contra 38,7 Mb/s das operadoras tradicionais – Claro, Vivo, TIM e Brisanet, entre outras.

Hoje, as empresas desse tipo respondem por 3,7% do mercado global de telefonia, de acordo com a consultoria TeleGeography. Há países onde são mais populares, como México (13%) e Reino Unido (14%).

Gráfico de barras mostra que usuários de operadoras móveis virtuais (MVNOs) têm velocidades de download menores que os de operadoras tradicionais (MNOs) em sete países. Nos EUA, a diferença é maior: 51,1 Mbps (MVNO) contra 84,3 Mbps (MNO). México tem a menor média para MVNOs: 14,3 Mbps. Título: "Our users on standalone MVNOs see lower speeds than those on MNOs". Fonte: Opensignal.
Velocidade média das operadoras tradicionais e MVNOs em sete mercados (imagem: divulgação/Opensignal)

No caso do Brasil, os adeptos de MVNOs também sofrem com uma experiência de telecomunicações menos confiável. Esse indicador avalia a capacidade de os consumidores se conectarem à rede e realizarem tarefas básicas, como navegar na web e enviar mensagens pelo WhatsApp.

A escala vai de 0 a 1000. As operadoras virtuais conseguiram pontuação de 757, ao passo que as teles tradicionais chegaram a 831. Foi a maior diferença entre os sete países pesquisados.

Chip da LariCel
Chip físico da LariCel, MVNO da Surf Telecom (foto: Lucas Braga/Tecnoblog)

O levantamento não traz dados do Brasil, mas temos uma pista ao observar o que acontece nos Estados Unidos. Por lá, os clientes de operadoras virtuais citam o custo como fator mais importante, em detrimento de velocidade e qualidade de rede.

Fonte: Tecnoblog

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