Perigo à vista: malwares RAT usam arquivos poliglotas para driblar antivírus

Executar uma ação maliciosa é só parte da missão. Malwares também precisam passar ilesos por mecanismos de segurança. Para isso, operadores dos malwares StrRAT e Ratty estão recorrendo a arquivos poliglotas, que podem assumir dois ou mais formatos. É um jeito de “confundir” os antivírus.
O alerta vem da empresa de segurança digital Deep Instinct, que destaca que a técnica foi identificada pela primeira vez em 2018. O macete dos arquivos poliglotas continuou sendo usado nos anos seguintes e ganhou força em 2022.
De acordo com a Deep Instinct, um arquivo poliglota combina dois ou mais formatos. A ideia é permitir que ele seja executado corretamente pelos programas compatíveis com cada padrão.
Imagine que um arquivo poliglota contém os formatos TXT e JPEG. Se aberto pelo Bloco de Notas, um texto será carregado. Mas, se ele for aberto por um visualizador de fotos, uma imagem será exibida.
Esse é só um exemplo simples para facilitar a compreensão. Não é tarefa fácil reunir formatos para gerar um arquivo poliglota. O truque só funciona com combinações específicas.
Um formato que tem facilitado a criação desses arquivos é o JAR. Não é por coincidência que ele é usado pelos malwares StrRAT e Ratty.
Fonte: Tecnoblog
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