Perplexity lança sistema de IA que roda tudo no seu PC

A Perplexity revelou o Portable Computer, uma nova versão de sua plataforma de inteligência artificial que é executada no próprio hardware do usuário. O objetivo da iniciativa é tirar as cargas de trabalho da nuvem e levá-las para os computadores locais, garantindo a privacidade absoluta de arquivos sensíveis e cortando os custos gerados pelo consumo de tokens no ambiente corporativo.
A novidade foi desenvolvida em parceria com a Nvidia e já está disponível globalmente para sistemas baseados em Linux. A chegada do suporte oficial para o Windows está agendada para setembro, enquanto arquiteturas Apple Silicon (Macs com chips M) seguem fora do radar de desenvolvimento.
O software liberado na terça-feira (25/08) é uma versão “turbinada” do projeto original “Computer”, introduzido pela empresa em fevereiro deste ano. A versão anterior permitia operar um agente autônomo em dispositivos como o Mac Mini, mas o trabalho pesado de processamento ainda dependia de servidores externos.
Com o Portable Computer, toda a infraestrutura roda de forma isolada na máquina. Para dar conta do recado, o sistema exige equipamentos com alto poder de processamento, limitando o uso inicial a supercomputadores de mesa, como o DGX Spark, e a PCs equipados com GPUs parrudas da linha Nvidia RTX.
O mercado corporativo tem mudado seu foco das simples interações de chat para agentes de IA, o que gera uma demanda maior por poder de processamento e faturas altíssimas. Ao executar as tarefas localmente, o usuário simplesmente deixa de ser cobrado a cada requisição. Segundo o vice-presidente de engenharia de infraestrutura da Perplexity, Nate Kupp, a novidade “incorpora tudo o que é necessário para funcionar localmente”.
Caso a capacidade do hardware chegue ao limite durante uma análise muito complexa, o sistema é inteligente o suficiente para adotar um comportamento híbrido. O agente pausa a ação e pede permissão ao usuário antes de acionar um modelo de nuvem mais potente, como o Claude Opus 5.
Fonte: Tecnoblog
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