Pesquisadores criam versão do DeepSeek sem a censura chinesa

Pesquisadores da empresa espanhola Multiverse Computing anunciaram o desenvolvimento do DeepSeek R1 Slim, uma versão modificada e 55% menor que o poderoso modelo da China. A principal novidade é a queda das restrições de conteúdo impostas pelos desenvolvedores chineses, permitindo que o sistema responda a perguntas sobre temas sensíveis.
O projeto utiliza abordagens matemáticas inspiradas na computação quântica para comprimir o modelo e editar seus vieses com precisão. A ideia é oferecer uma alternativa no futuro para a redução de custos computacionais e consumo de energia, gargalos frequentes no desenvolvimento de novas IAs generativas.
Segundo a revista MIT Technology Review, a Multiverse aplicou uma abordagem baseada em “redes tensoriais”, um conceito matemático complexo frequentemente utilizado na física quântica. Essa técnica pode manipular grandes conjuntos de dados de forma mais eficiente e permitiu aos cientistas criar um “mapa” detalhado de todas as correlações existentes dentro do modelo original.
Com esse mapeamento, foi possível identificar e remover as camadas de censura que alinham o modelo aos valores exigidos pelas regulações da China. Na prática, isso possibilitou a exclusão de bloqueios que impediam a IA de discutir certos tópicos, como referências envolvendo o presidente Xi Jinping.
Após a compressão e a edição dos parâmetros, os pesquisadores realizaram ajustes finos para garantir que a qualidade da resposta permanecesse próxima à do modelo original.
Para validar a eficácia, a equipe submeteu o DeepSeek R1 Slim a um teste com cerca de 25 perguntas sobre assuntos restritos. As respostas foram avaliadas pelo GPT-5, da OpenAI, que confirmou que o novo modelo forneceu respostas factuais comparáveis às de sistemas ocidentais.
Fonte: Tecnoblog
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