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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Presidente americano poderá autorizar ações cibernéticas em outros países

Presidente americano poderá autorizar ações cibernéticas em outros países

Nos próximos dias, o congresso americano votará para aprovar o orçamento de Segurança Nacional dos Estados Unidos em 2023. Incluso no texto está o poder para o presidente americano autorizar contra ciberataques em “ciberespaço estrangeiro”. A lei também aumentará os investimentos em operações de cibersegurança.

Para 2023, os Estados Unidos terão US$ 858 bilhões de dólares no orçamento da Defesa. Do total, US$ 44 milhões serão alocados nas operações “hunt forward” (caça adiantada, em tradução livre). Nessas operações, de cunho defensivo, o Comando Cibernético Americano auxilia uma nação aliada a se proteger de atividades maliciosas em suas redes.

Apesar do orçamento afirmar que o presidente será autorizado a ordenar as invasões em casos de “ataques em curso ao ciberespaço por uma força estrangeira”, a medida criará mais um campo de tensão entre Estados Unidos e Rússia — além da China e Irã.

Desde a invasão à Ucrânia, o governo americano, Reino Unido e União Europeia acusam a Rússia de ciberataques e avisam de riscos da ditadura de Putin retaliar as sanções com grupos hackers.

Alguns dias antes do início da Guerra russo-ucraniana, “iniciada” em 24 de fevereiro, algumas refinarias na Europa sofreram “apagões” em seus sistemas. A própria Ucrânia teve sites do governo atacados antes do início da invasão, como forma de bloquear a divulgação de informações para os cidadãos ucranianos — o que justifica uma parte das aspas sobre o início da invasão física.

As suspeitas desses ataques caíram sobre a Rússia (surpresa). O grupo hacker Sandworm é acusado de ser uma divisão cibermilitar das forças armadas russas. Logo, com a autorização de contra-ataque virtual, um ataque cibernético aos Estados Unidos ou algum aliado seria uma justificativa legal (não que isso mude algo no nível de espionagem) para o Tio Sam ciberatacar uma nação rival. E geralmente são sempre as mesmas figurinhas carimbadas: China, Irã e Rússia.

Fonte: Tecnoblog

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