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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Presidente da ABDI descarta ideia de um “WhatsApp nacional”

Presidente da ABDI descarta ideia de um “WhatsApp nacional”
Suposto app nacional de mensagens foi apelidado de “Brazap” (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O nome do presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial está no radar dos fãs da política há duas semanas devido à defesa de um suposto Brazap, um aplicativo de comunicação nacional para concorrer com o WhatsApp. Ricardo Cappelli explica ao Tecnoblog, no entanto, que a ideia dele é bem diferente do que foi ventilado na internet.

Cappelli avalia que a alta administração federal deveria utilizar uma ferramenta de comunicação com alta segurança, o que, na visão dele, não seria possível numa plataforma produzida por uma empresa privada baseada nos Estados Unidos. Ele classifica as matérias sobre o tal Brazap como um “factoide”.

Já no começo do papo, Cappelli explica que suas falas dizem respeito ao órgão que chefia, a ABDI. “Ninguém quer banir nada”, diz ele sobre a possibilidade de retirar o WhatsApp do mercado brasileiro. “No entanto, eu duvido que as lideranças de países sérios comuniquem informações sensíveis por meio de um aplicativo de um terceiro privado.”

Ricardo Cappelli é presidente da ABDI (imagem: divulgação/ABDI)

Ele lembra que os termos de uso do WhatsApp são genéricos e padronizados. Não há nenhum acordo específico com a administração pública para o tráfego de informações confidenciais.

Cappelli defende a adoção de ferramentas que tenham sido desenvolvidas para uso corporativo. É fato que diversas empresas – inclusive de tecnologia – recorrem a soluções mais sofisticadas que o WhatsApp para o compartilhamento de dados sensíveis, estratégicos ou confidenciais.

Ele estima que oito empresas nacionais procuraram a ABDI nas últimas duas semanas para demonstrar ferramentas mais robustas para a comunicação corporativa. A ideia é fazer uma licitação para comprar por volta de 70 licenças. Já no governo, ele acredita que os cargos mais altos deveriam adotar tecnologia similar.

Fonte: Tecnoblog

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