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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

PrimeWire tenta largar pirataria, mas sofre derrota contra Netflix e estúdios

PrimeWire tenta largar pirataria, mas sofre derrota contra Netflix e estúdios

Após uma longa disputa na Justiça dos Estados Unidos por sua sobrevivência, o site pirata PrimeWire sofreu mais uma derrota para a MPA (Motion Picture Association), grupo de produtoras de Hollywood que representa Netflix, Disney e Paramount, entre outras. Uma liminar de um juiz da Califórnia autoriza o repasse dos domínios do serviço streaming para os estúdios, sinalizando que a página está a mais um passo de fechar definitivamente.

A liminar foi concedida na tarde de quinta-feira (21) pelo juiz Mark C. Scarsi, do Tribunal do Distrito Central da Califórnia, a pedido da MPA. Netflix, Disney e as produtoras solicitaram que o magistrado julgasse o caso sem a necessidade de um júri, apenas ouvindo representantes das partes envolvidas. Como membros do PrimeWire não compareceram à Corte, os estúdios ganharam a disputa sem muito esforço.

Scarsi apontou que o PrimeWire tem uma base de usuários muito grande nos EUA, país ao qual direcionou esforços para conquistar cada vez mais clientes, de acordo com dados da Cloudfare.

Em seguida, o juiz concluiu que o PrimeWire é responsável por infringir os direitos autorais dos estúdios, de forma “substancial” e “irreparável”, ao hospedar filmes e séries ilegalmente. Além disso, os donos do site pirata encorajaram outros usuários a baixarem, selecionarem e distribuírem ao público links com conteúdos que violam o copyright.

O PrimeWire incentivou a pirataria ao recomendar que usuários utilizassem VPNs para mascararem suas identidades; os próprios donos do site ainda não foram identificados. Isso motivou consumidores a infringirem os diretos dos estúdios, argumentou o juiz.

Após sofrer sucessivas derrotas na Justiça dos EUA, o PrimeWire resolveu adotar uma estratégia legal para evitar uma condenação. O site começou a promover links de serviços como Netflix e Disney+ dentro de seu próprio catálogo, buscando incentivar o consumo legítimo de conteúdo.

Fonte: Tecnoblog

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