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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Programador faz Doom rodar até em fones de ouvido

Programador faz Doom rodar até em fones de ouvido
Doom roda até em fones de ouvido sem tela
Doom roda até em fones de ouvido sem tela (Imagem: Reprodução/DoomBuds)

Desde os anos 1990, Doom virou mais do que um jogo: tornou-se um teste informal de criatividade técnica. Ao longo das décadas, hackers e entusiastas conseguiram rodar o clássico shooter em calculadoras, geladeiras, testes de gravidez, tratores e até em PDF. Agora, o jogo roda em mais um dispositivo improvável: fones de ouvido sem qualquer tipo de tela.

O experimento mais recente foi desenvolvido pelo programador Arin Sarkisan, que decidiu levar o desafio para um território pouco óbvio. Em vez de um dispositivo com display, ele adaptou Doom para rodar em fones de ouvido sem fio, projetados apenas para áudio, sem capacidade gráfica nativa.

O projeto, batizado de forma informal como Doombuds, não funciona em qualquer par de earbuds disponível no mercado. A experiência foi feita exclusivamente com os PineBuds Pro, um modelo que se destaca por adotar firmware totalmente open source e contar com um kit de desenvolvimento mantido pela própria comunidade.

Essa abertura técnica permitiu que Sarkisan explorasse caminhos que não seriam possíveis em fones convencionais. Em vez de tentar exibir gráficos diretamente no dispositivo — algo inexistente —, ele criou uma solução indireta. O jogo roda no hardware dos fones e envia os dados visuais para outro ambiente, contornando a ausência de tela.

Pôster de Doom (imagem: divulgação)
Jogo de 1993 ganha um novo port para rodar em dispositivo que não foi feito para jogos (Imagem: Divulgação)

Para viabilizar o experimento, o programador Arin Sarkisan desenvolveu uma interface em JavaScript que se comunica com os PineBuds Pro por meio dos contatos UART presentes no hardware. Esses contatos permitem a transmissão de dados em nível baixo, normalmente usada para depuração e desenvolvimento.

A partir daí, o sistema envia um fluxo de vídeo altamente comprimido no formato MJPEG para um servidor web, usando uma ponte serial. Mesmo com limitações claras, a taxa de transferência chega a cerca de 2,4 MB por segundo, suficiente para gerar algo entre 22 e 27 quadros por segundo no vídeo transmitido.

Fonte: Tecnoblog

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