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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Projeto de lei quer combater “efeito bolha” do Instagram, YouTube e mais

Projeto de lei quer combater "efeito bolha" do Instagram, YouTube e mais

Um projeto de lei protocolado por congressistas dos EUA quer exigir que redes como Facebook, Instagram, YouTube e Twitter permitam aos usuários escolher outra forma de organizar o feed que não seja baseada nos algoritmos. A proposta conta com apoio de democratas e republicanos, e quer que as plataformas deem a opções para evitar coleta de dados pessoais. Uma das sugestões da medida é uma linha do tempo cronológica.

A lei que pode mudar a joia da coroa de grandes empresas de tecnologia — o algoritmo baseado em dados pessoais. A proposta recebeu apoio bipartidário: ela foi endossada por dois senadores democratas e dois republicanos.

Os congressistas americanos querem simplesmente oferecer uma escolha para que usuários fujam do feed organizado pelo algoritmo de redes como Facebook, Instagram e YouTube. Segundo os parlamentares, a receita que usa dados pessoais para personalizar a página inicial do usuário pode ser viciante e, por vezes, perigosa, como no caso da invasão do Capitólio.

“Consumidores deveriam ter a opção de interagir com plataformas de internet sem serem manipulados por algoritmos secretos e que usam dados particulares do usuário”, disse o senador republicano Ken Buck, um dos autores do projeto de lei.

Já o senador democrata e também autor da medida, David Cicilline, afirmou que as plataformas priorizam lucro em detrimento de todo o resto. O congressista destacou o Facebook, a maior rede social a ser afetada pela lei. Críticas semelhantes foram feitas por Frances Haugen, ex-gerente da empresa de Mark Zuckerberg que vazou documentos do Facebook Pappers.

“Devido ao poder de monopólio dessas plataformas, usuários estão presos às poucas alternativas deste modelo de negócio exploratório, seja o feed da rede social, com anúncios direcionados, ou em seus resultados de busca.”

Fonte: Tecnoblog

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