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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Python remove termos “mestre” e “escravo” por serem considerados ofensivos

Python remove termos "mestre" e "escravo" por serem considerados ofensivos

A linguagem de programação Python, uma das mais populares do mundo, vai deixar de usar os termos “mestre” e “escravo”. Em tecnologia, essas palavras se referem a um componente que tem controle total sobre outros (master), ou que é controlado por outros componentes (slave). No entanto, isso motivou um debate acalorado sobre escravidão e diversidade.

“Por motivos de diversidade, seria bom tentar evitar a terminologia ‘mestre’ e ‘escravo’, que pode ser associada à escravidão”, escreve Victor Stinner, desenvolvedor na Red Hat. Ele fez um “pull request” — uma proposta de mudança no código — para remover os dois termos da linguagem Python.

Assim começou uma enorme discussão com argumentos a favor e contra a proposta. O criador do Python, Guido van Rossum, se aposentou em julho mas voltou para resolver a polêmica: “três dos quatro pull requests de Victor foram mesclados”, isto é, foram aceitos.

Daqui para a frente, o termo “escravo” será substituído por “workers” ou “helpers”, e “master process” virou “parent process”.

Nos comentários, o desenvolvedor Raymond Hettinger foi um dos que discordou da mudança: “não deveríamos deixar que noções vagas do politicamente correto moldem usos do inglês”, ele escreve. “É realmente necessário poluir a base de código do Python com a ideologia/terminologia de SJWs [justiceiros sociais]?”, perguntou Gabriel Marko.

Nos últimos anos, outras tecnologias também deixaram — ou planejam deixar — de usar os termos “mestre” e “escravo”. O Drupal, concorrente do WordPress com código aberto, mudou para “primary/replica”. O Django, framework para desenvolvedores web, passou a adotar “leader/follower”. O Kubernetes, plataforma open-source para contêineres Linux, prometeu se afastar dessa terminologia.

Fonte: Tecnoblog

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