Queda do Facebook faz UE pedir concorrência e Rússia defender soberania

O Facebook e de seus apps ficaram fora do ar nesta segunda-feira (4), e isso virou uma dor de cabeça para muita gente. União Europeia e Rússia já têm suas respostas para o problema, e elas não são exatamente novas. Margrethe Vestager, comissária europeia para a concorrência, voltou a defender que a rede não deve depender de apenas algumas empresas. Já a Rússia bateu mais uma vez na tecla de que o país precisa ter sua soberania sobre a web.
Vestager usou o episódio para promover a importância do Digital Markets Act (DMA ou Lei de Mercados Digitais, em tradução livre) do bloco. Em um rascunho do ano passado, o texto impõe uma série de regras para empresas como Amazon, Apple, Facebook e Google, forçando-as a mudar seu modelo de negócios para abrir espaço para mais concorrência.
“Nós precisamos de alternativas e opções para o mercado de tecnologia. Não devemos confiar em poucos players grandes, quem quer que sejam eles. Este é o objetivo da DMA.”
Já a Rússia vai por outro caminho: para o país, a alternativa às big techs tem que ser nacional e soberana. Maria Zakharova, porta-voz do ministério de relações exteriores, disse que a queda “dá uma resposta sobre a necessidade de ter nossas próprias redes sociais e plataformas de internet”.
Não é de hoje que a União Europeia quer que as grandes empresas de tecnologia mudem sua atuação para não concentrar tanto poder.
A Apple também entrou na mira por violar lei antitruste ao cobrar taxas de Spotify e outros concorrentes enquanto promovia seus próprios serviços. Já o Facebook está sendo investigado por violações da GDPR (lei de proteção de dados do bloco).
Fonte: Tecnoblog
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