Quênia suspende startup que oferece criptomoeda a quem escanear íris

O Worldcoin é um projeto ambicioso — e controverso. Ele se propõe a escanear a íris de toda a população global para criar um sistema único de autenticação. Além disso, promete distribuir renda, pagando quem se cadastrar. O governo do Quênia, um dos primeiros países a receber a iniciativa, decidiu proibir a coleta de dados.
A Autoridade de Comunicações do Quênia vai avaliar o Worldcoin devido à “falta de clareza sobre segurança e armazenamento” dos dados das íris escaneadas, bem como à “incerteza” em relação à criptomoeda oferecida a quem se cadastra.
O Quênia não é o único país a ficar de olho (com o perdão do trocadilho) no Worldcoin. França, Alemanha e Reino Unido são alguns dos países que estão avaliando se o projeto viola leis de privacidade.
Segundo reportagens do site Rest of World e do jornal queniano The Standard, muitas pessoas no país se interessaram em escanear suas íris devido ao pagamento de 25 Worldcoins, que equivalem a cerca de US$ 50 ou R$ 240.
A maioria dos participantes teria sido atraída pelo dinheiro e não estava ciente dos objetivos do projeto — uma situação que se repete em Hong Kong e em Bangalore (Índia).
Com a suspensão das atividades, autoridades do Quênia precisaram dispersar filas de milhares de pessoas.
Fonte: Tecnoblog
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