Rappi impõe nova taxa e gera revolta de entregadores

O aplicativo de entregas Rappi começou a cobrar uma taxa dos entregadores, o que na prática faz com que os profissionais parceiros possam ficar em dívida com a plataforma. A medida entrou em vigor em janeiro, mas só agora começou a ganhar os holofotes. Os entregadores devem pagar R$ 12 por semana. Caso não façam serviços em volume superior, ficam devendo para o Rappi.
A empresa tem sido criticada na internet. No Reclame Aqui há inúmeras queixas de entregadores sobre a tarifa de R$ 12. Numa delas, um profissional de São Paulo diz o seguinte: “faz as contas, são quase R$ 600 se trabalhar todas as semanas do ano!”. No total, o repasse para o Rappi chega a R$ 624 nas 52 semanas do ano. A resposta da empresa segue sempre o mesmo roteiro: lista os benefícios que passaram a vigorar com o início da cobrança.

O Tecnoblog busca o Rappi desde a semana passada. A empresa prometeu uma entrevista com o CEO Felipe Criniti, mas depois cancelou o compromisso e enviou a nota que você lê no fim do texto.
Já em seu site oficial, a empresa colombiana publicou um comunicado com os benefícios que são custeados pela nova tarifa. Ela já existia na Box, empresa de delivery adquirida pela Rappi em abril de 2023.
O Rappi explica que a taxa é cobrada uma única vez, mesmo que o profissional tenha conta nas duas plataformas. A tarifa é válida apenas em algumas cidades, mas não há informações de quando ela chegará em outros municípios. Pelo que foi apurado com base no site do Rappi, não existe a opção de não pagar a taxa e ficar sem esses benefícios — é pagar ou não trabalhar com a empresa.

A empresa não explicou, por exemplo, se teme perder entregadores parceiros por causa da nova taxa. Principal nome do mercado de delivery de comida, o iFood declarou com exclusividade ao Tecnoblog que não cobra taxa similar e reiterou que não existe nenhuma conversa ou estudo sobre isso.
Fonte: Tecnoblog
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