Redes sociais: embaixada dos EUA passa a exigir perfis públicos para conceder vistos

A embaixada dos Estados Unidos anunciou que candidatos aos vistos F, M e J devem alterar as configurações de privacidade de suas redes sociais e tornar os perfis públicos. A medida, divulgada nesse domingo (24/08), afeta estudantes, intercambistas, acadêmicos e profissionais técnicos.
De acordo com o comunicado, a exigência amplia os recursos de checagem utilizados antes da concessão do visto. A avaliação será feita a partir das informações publicamente disponíveis, com o objetivo de confirmar se o solicitante atende aos critérios de entrada no país. A nota, no entanto, não especifica quais plataformas entram na categoria de “redes sociais” nem de que maneira as verificações serão realizadas.
O anúncio oficial não detalha quais elementos serão considerados nas checagens. Não está claro, por exemplo, se apenas publicações e interações recentes serão analisadas ou se todo o histórico ficará sujeito à avaliação. Também não foi informado se a medida abrange apenas plataformas amplamente conhecidas — como Facebook, Instagram, TikTok e X — ou se outras redes serão incluídas.
Autoridades norte-americanas afirmam apenas que o procedimento faz parte do protocolo de segurança aplicado em diferentes tipos de solicitação. O Departamento de Estado lembra que já utiliza múltiplas fontes para investigar candidatos, como registros policiais, históricos de imigração e até informações recebidas após a concessão de um visto, quando surgem indícios de possível irregularidade.

A nova exigência soma-se a outros ajustes recentes no sistema migratório dos Estados Unidos. Na última quinta-feira (21/08), o secretário de Estado, Marco Rubio, comunicou a suspensão temporária da emissão de vistos de trabalho para caminhoneiros, justificando a medida pelo aumento no número de estrangeiros atuando na profissão.
Na mesma semana, o Departamento de Estado também revelou estar revisando os registros de mais de 55 milhões de pessoas com vistos válidos no país. O objetivo é identificar violações que possam resultar na revogação da autorização ou mesmo em deportações.
Fonte: Tecnoblog
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